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Burnout

  • Foto do escritor: Carlos Amaral
    Carlos Amaral
  • 13 de abr. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de jun. de 2024

Burnout, ou síndrome de esgotamento profissional, é uma resposta ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerido de forma adequada. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno ocupacional, o burnout afeta inúmeros trabalhadores globalmente, tendo um impacto significativo tanto no bem-estar individual quanto na produtividade organizacional. Este texto visa oferecer uma visão aprofundada sobre o que é burnout, suas principais causas, sintomas, consequências e estratégias eficazes de prevenção.



Mulher com burnout


Definição


Burnout é caracterizado por três componentes principais: exaustão emocional, cinismo ou despersonalização, e sentimentos de ineficácia. A exaustão emocional refere-se ao sentimento de estar sobrecarregado e psicologicamente esgotado; o cinismo manifesta-se através de uma atitude negativa em relação ao trabalho, colegas e clientes; e a ineficácia é a sensação de não ser produtivo ou satisfatório no desempenho das atividades laborais.


Causas do Burnout


As causas do burnout são variadas e frequentemente interrelacionadas, incluindo:

  • Carga de trabalho excessiva: Longas horas de trabalho e tarefas intensas sem repouso adequado.

  • Falta de controle: Pouca ou nenhuma influência sobre o trabalho e seus processos.

  • Expectativas pouco claras: Quando os trabalhadores não compreendem claramente suas responsabilidades ou os critérios de avaliação de seu trabalho.

  • Dinâmica de trabalho desafiadora: Falta de apoio social ou conflitos interpessoais no ambiente de trabalho.

  • Descompasso entre trabalho e pessoa: Falta de alinhamento entre as demandas do trabalho e as habilidades ou interesses pessoais.

Sintomas


  1. Exaustão extrema: Sensação constante de cansaço físico e mental.

  2. Sentimento de desilusão: Negativismo ou cinismo em relação ao trabalho.

  3. Redução da eficácia profissional: Diminuição da satisfação e da produtividade no trabalho.

  4. Dificuldade de concentração: Problemas em manter o foco nas tarefas diárias.

  5. Irritabilidade: Aumento de frustrações e menor tolerância com colegas e situações.

  6. Isolamento social: Retraimento e menor interesse em interações sociais, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.

  7. Problemas de sono: Dificuldades para dormir, insônia ou sono excessivamente longo.

  8. Dores físicas: Manifestações físicas como dores de cabeça, dores musculares ou problemas gastrointestinais.

  9. Alterações no apetite: Perda ou aumento significativo do apetite.

  10. Sentimentos de inutilidade: Sensações de inadequação e dúvidas sobre o próprio valor e competência.

Impactos do Burnout


O burnout não apenas afeta o profissional que o sofre, mas também tem um impacto amplo nas organizações. Para o indivíduo, pode resultar em problemas físicos e psicológicos graves, como depressão, ansiedade, insônia, doenças cardíacas e um aumento no uso de substâncias. No contexto organizacional, o burnout pode levar a uma diminuição na qualidade do trabalho, aumento da taxa de erro, absenteísmo, e maior rotatividade de funcionários.


Prevenção e Tratamento


A prevenção e o gerenciamento do burnout envolvem uma abordagem multifacetada, focando principalmente na gestão do estresse e no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Estratégias preventivas incluem a implementação de horários de trabalho flexíveis, encorajamento de pausas regulares e promoção de um ambiente de trabalho positivo. Para tratar o burnout sem medicação, é essencial cultivar uma rede de apoio robusta, tanto no âmbito profissional quanto pessoal, e praticar técnicas de relaxamento e mindfulness, como meditação e yoga. Além disso, terapia com um profissional de saúde mental pode ser extremamente benéfica, oferecendo espaço para explorar e modificar pensamentos e comportamentos que contribuem para o esgotamento. Exercícios físicos regulares e uma dieta balanceada também desempenham papéis cruciais na manutenção do bem-estar físico e emocional, ajudando na recuperação e na resiliência contra o burnout.

     

Tratamento Medicamentoso


Quando os sintomas do burnout se intensificam, podem precipitar ou coincidir com transtornos mentais diagnosticáveis, como depressão e ansiedade, que podem ser tratados com medicamentos. A seguir, são apresentadas algumas das opções de tratamento medicamentoso que podem ser consideradas pelo psiquiatra ao lidar com os sintomas secundários do burnout.


  • Antidepressivos

Os antidepressivos são a classe de medicamentos mais comum para tratar transtornos de humor que podem surgir em consequência do burnout. Medicamentos como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou antidepressivos tricíclicos podem ser prescritos para aliviar sintomas de depressão e ansiedade. Esses medicamentos ajudam a ajustar os desequilíbrios químicos no cérebro responsáveis pelo humor e pelo comportamento.


  • Ansiolíticos

Para aqueles cujo burnout manifesta-se com sintomas de ansiedade, os ansiolíticos podem ser úteis. Benzodiazepínicos, por exemplo, podem ser prescritas para uso a curto prazo para ajudar a reduzir a tensão e a ansiedade. No entanto, devido ao risco de dependência, seu uso deve ser cuidadosamente monitorado.


  • Estabilizadores de Humor

Em alguns casos, os estabilizadores de humor podem ser recomendados, especialmente se a pessoa experimenta oscilações de humor extremas. Estes medicamentos ajudam a regular o humor e são comumente usados no tratamento de transtornos de espectro bipolar, mas também podem ser úteis para gerenciar sintomas emocionais severos relacionados ao burnout.

 

O tratamento medicamentoso pode ser uma ferramenta útil no manejo dos sintomas psicológicos associados ao burnout, mas não deve ser visto como a única solução. Uma abordagem holística e integrativa, que inclui modificações no ambiente de trabalho e terapia psicológica, além de suporte social, é crucial para uma recuperação efetiva e sustentável do burnout. Reconhecer e tratar o burnout é um passo importante na promoção da saúde mental e do bem-estar nos ambientes de trabalho modernos.

Av. Barbacena, 1018 - Sala 1002

Belo Horizonte - MG

Dr. Carlos Amaral 

Psiquiatra

CRM-MG 79174

RQE 54555

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