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Tratamento da Depressão

  • Foto do escritor: Carlos Amaral
    Carlos Amaral
  • 19 de abr. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de mai. de 2024

Tratamento Medicamentoso da Depressão: Enfoque nos Antidepressivos, Cetamina e Escetamina


A depressão é um distúrbio afetivo que impacta significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Os sintomas mais comuns da doença incluem:

  1. Humor Depressivo: Sentimentos persistentes de tristeza, vazio ou desesperança, que são um dos sinais característicos da depressão.

  2. Perda de Interesse ou Prazer: Diminuição do interesse ou prazer em atividades anteriormente disfrutadas, incluindo hobbies, esportes e interações sociais.

  3. Alterações no Apetite e Peso: Mudanças significativas no apetite, que podem resultar em perda ou ganho de peso não intencional.

  4. Distúrbios do Sono: Problemas para dormir, como insônia, ou dormir excessivamente (hipersonia).

  5. Fadiga ou Falta de Energia: Sentimentos persistentes de cansaço ou falta de energia, mesmo sem realizar grandes esforços.

  6. Sentimentos de Inutilidade ou Culpa Excessiva: Pensamentos recorrentes de não ser bom o suficiente ou sentimentos desproporcionais de culpa.

  7. Dificuldade de Concentração: Problemas para se concentrar, lembrar detalhes ou tomar decisões, afetando o desempenho no trabalho ou em outras atividades diárias.

  8. Irritabilidade ou Agitação: Mudanças no comportamento que podem incluir irritabilidade ou agitação, onde pequenas coisas provocam uma reação desproporcional.

  9. Movimentos Lentos ou Inquietos: Mudanças físicas observáveis, como falar e se mover mais lentamente do que o habitual, ou, inversamente, inquietação e dificuldade em ficar parado.

  10. Pensamentos de Morte ou Suicídio: Pensamentos recorrentes sobre morte, pensamentos suicidas, ou tentativas de suicídio, que são sinais de alerta críticos e requerem atenção imediata.

Paciente com depressão e seu psiquiatra

O tratamento da depressão pode variar dependendo da gravidade e da resposta do paciente às terapias iniciais, combinando frequentemente psicoterapia e medicamentos antidepressivos.


Antidepressivos Convencionais


Os antidepressivos são fundamentais no tratamento da depressão. Entre as opções mais comuns, destacam-se:

  1. Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS): Medicamentos como fluoxetina, sertralina e citalopram são comumente prescritos devido à sua eficácia e ao perfil mais suave de efeitos colaterais.

  2. Antidepressivos Tricíclicos (ADTs): Como amitriptilina e nortriptilina, são eficazes, mas devido ao seu perfil de efeitos colaterais mais severos, são geralmente reservados para casos onde os ISRS não são efetivos.

  3. Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSNs): Venlafaxina e duloxetina são indicados para pacientes que não respondem aos ISRS.

  4. Bupropiona: Este medicamento é particularmente útil em pacientes que podem se beneficiar de seu efeito estimulante, como aqueles com depressão acompanhada de fadiga e letargia. A bupropiona atua como inibidor da recaptação de dopamina e noradrenalina, e é frequentemente escolhida para pacientes que não toleram os efeitos colaterais sexuais dos ISRS.

  5. Mirtazapina: Conhecida por seus rápidos efeitos no alívio dos sintomas de depressão, a mirtazapina é uma opção eficaz para pacientes que experienciam insônia ou perda de apetite devido à depressão. Este medicamento aumenta a neurotransmissão noradrenérgica e serotonérgica de forma seletiva, o que também pode ajudar a melhorar o humor e o apetite.


Cetamina e Escetamina: Novas Perspectivas no Tratamento da Depressão Resistente


A cetamina e a escetamina, que são usadas para tratar a depressão resistente, operam através de um mecanismo diferente, focando no sistema glutamatérgico ao bloquear o receptor NMDA. Essa ação resulta em um aumento da neuroplasticidade e uma melhoria rápida dos sintomas depressivos, geralmente observada dentro de horas após a administração.

Administração e Efeitos Colaterais

A cetamina é administrada por infusão intravenosa em ambiente clínico, enquanto a escetamina é aplicada como spray nasal. Ambos os tratamentos podem causar efeitos colaterais como dissociação, tontura e náusea, necessitando monitoramento cuidadoso.


Considerações Finais


O arsenal terapêutico para a depressão é vasto e deve ser customizado para atender às necessidades individuais dos pacientes. A inclusão da cetamina e da escetamina oferece novas esperanças para aqueles com depressão resistente. É essencial que todos os tratamentos sejam considerados dentro de um plano terapêutico abrangente, incluindo acompanhamento psicológico e suporte contínuo. A decisão sobre o tratamento mais adequado deve ser tomada após uma discussão detalhada entre o paciente e o profissional de saúde, considerando os benefícios e riscos associados a cada opção.

 
 

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Belo Horizonte - MG

Dr. Carlos Amaral 

Psiquiatra

CRM-MG 79174

RQE 54555

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